quarta-feira, 27 de maio de 2015

Apresentação




Para informações em primeira mão sobre as novas publicações do Pierre Levy, acessem o blog do autor http://pierrelevyblog.com/. (conteúdos em inglês e francês)

A escola de redes, do Augusto de Franco possui um grupo de estudo sobre os trabalhos de Pierre Levy, com muitas discussões além do link para baixar gratuitamente livros e videos. Disponível em: http://escoladeredes.net/group/bibliotecapierrelevy

Ciberespaço e Cibercultura

Ciberespaço que também Pierre Levy chama de "rede" é o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial de computadores. O termo especifica não apenas a infraestrutura material da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informações que ela abrigam assim como os seres humanos que navegam e alimentam o universo. 
A cibercultura especifica conjunto  de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço.


LÉVY, Pierre; tradução Carlos Irineu Costa Cibercultura.São Paulo: Editor 34 (p.17)

Hipertexto

Os hipertextos,  são informações textuais combinadas com imagens, sons, organizadas de forma a promover uma leitura/ navegação não-linear, baseada em indexações e associações de idéias e conceitos, sob a forma de links. Os links funcionam como portas virtuais que abrem caminhos para outras informações. O hipertexto é uma obra com várias entradas, onde o leitor/navegador escolhe seu percurso pelos links.

Pierre Lévy, parte da ideia de que o hipertexto é uma definição anterior às novas mídias, pois faz parte da própria lógica humana do pensamento. Para melhor entendimento e concepção, Pierre Lévy organizou seis critérios para a caracterização dos hipertextos.  

1º Princípio da metamorfose: é o processo de constante construção e renegociação de sentidos que se dá nos hipertextos.

2º Princípio da heterogeneidade: tanto as informações organizadas em uma determinada seção de um hipertexto(imagens, sons, textos) como as conexões que se estabelecem entre as diversas partes dele(critérios lógicos, afetivos, ocasionais, etc.), têm um caráter extremamente heterogêneo.

3º Princípio da multiplicidade e de encaixe das escalas: o hipertexto se organiza de forma 'fractal', ou seja, cada nó ou conexão pode revelar uma rede de novos nós ou conexões e cada novo nó pode apresentar outro universo de conexões e assim por diante.

4º Princípio de exterioridade: a construção, definição e manutenção da internet dependem de múltiplas interações, conexões entre pessoas e equipamentos.

5º Princípio da topologia: nos hipertextos tudo funciona pro proximidade, o curso dos acontecimentos é uma questão topológica, relacionada a construção de caminhos.

6º Princípio da mobilidade dos centros: a rede tem uma estrutura com múltiplos e móveis centros, que se organizam de acordo com o fluxo da narrativa e da leitura.


http://sociedadedeinformacaoetecnologias.blogspot.com.br/2011/03/hipertexto-por-pierre-levy.html

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Virtualidade


O QUE É VIRTUAL

- Palavra derivada do Latim  (VIRTUALIS / VIRTUS = POTÊNCIA / FORÇA)
O Virtual está próximo do Real (POTÊNCIA), de tornar-se real. Impõe a percepção de que o virtual é tão concreto quanto o Real (FORÇA).

VIRTUAL X REAL

Segundo Lévy, “...o virtual não se opõe ao real”, entretanto é oposto ao conceito de ATUALIZAÇÃO.
Virtualidade, afirma Lévy, é a Mutação de Identidade.
Afirma Lévy (1990) que “Filosoficamente o Virtual é obviamente uma dimensão muito importante da Realidade”.
Os COMPUTADORES, assim como as TELAS são absolutamente REAIS, em uma memória física e real absolutamente, e também os CORPOS VIVOS HUMANOS, são ABSOLUTAMENTE FÍSICOS E REAIS sempre. Para Lévy, “O que é virtual, ou seja, o que não é físico, o que é imaterial é a significação. Dessa forma, o MUNDO DA SIGNIFICAÇÃO, que é o verdadeiro MUNDO VIRTUAL, podemos dizer, que é o mundo que começa a partir da linguagem, não começa com os computadores. A ABSTRAÇÃO DO VIRTUAL é o conceito. Desde o início da humanidade vivemos em um mundo abstrato, que é o mundo VIRTUAL da SIGNIFICAÇÃO. Portanto, os COMPUTADORES, são apenas capazes de manipular os signos da LINGUAGEM, pois a significação está sempre em nossas mentes.


ÁRVORES DE CONHECIMENTO - Les arbres de connaissances


PIERRE LÉVY e MICHEL AUTHIER (Matemático, filósofo e sociólogo)

É uma INOVAÇÃO, talvez tenha sido a primeira forma de rede social virtual, e as redes sociais, auxiliam no desenvolvimento profissional e das carreiras das pessoas, por isso, é importante fazer parte de Redes de Conhecimento, não se pode avançar sozinho em uma empresa ou mesmo num projeto. Só se pode avançar em conjunto e colaboração com outras pessoas que tenham os mesmos interesses e mesma finalidade. Se avança juntos, com solidariedade Mútua, e liderança igualmente mútua. É necessário favorecer a ação e o conhecimento coletivo, ao invés do individual”.
O foco de As Árvores de Conhecimento”, é favorecer a colaboração e o conhecimento adquirido de forma mútua e solidária por meio das redes sociais. Deve ser privilegiado o desempenho pela colaboração.


REFERÊNCIAS
AUTHIER, Michel e LÉVY, Pierre. As Árvores de Conhecimentos. Editora Escuta. 1998.
LEVY, Pierre. O que é o virtual. São Paulo: Ed. 34, 1996.

Inteligência Coletiva


O que vem à sua cabeça quando falamos sobre inteligência coletiva?


Será que a inteligência coletiva é um conceito que enriquece o intelecto das pessoas ou é um conhecimento falsamente adquirido por meio da internet e meios de comunicação?
Para o autor Lévy (2003), a inteligência coletiva é aquela que se distribui entre todos os indivíduos e que não está restrita para poucos privilegiados.

O saber está na humanidade e todos os indivíduos podem oferecer conhecimento; não há ninguém que seja nulo nesse contexto. Por essa razão, o autor afirma que a inteligência coletiva deve ser incessantemente valorizada. Deve-se procurar encontrar o contexto em que o saber do indivíduo pode ser considerado valioso e importante para o desenvolvimento de um determinado grupo.

O trabalho coletivo permite o desenvolvimento de redes, o intercâmbio de informações e novas formas de acesso, construção e compartilhamento de conhecimentos, valorizando dessa maneira os diferentes saberes dos indivíduos envolvidos.

É importante mencionar que essa reunião, entre pessoas que não ocupam o mesmo espaço fisicamente só poderá acontecer  por meio das mediações das tecnologias da informação e comunicação.

A inteligência coletiva visa a tornar o saber a base principal, a infraestrutura das relações humanas. Ela só poderá de fato ocorrer em um determinado espaço, o qual Lévy (2003) nomeia como Espaço do saber.

A Inteligência coletiva só progride quando há cooperação e competição ao mesmo tempo. Ou seja, a capacidade de se trocar ideias facilitando assim a geração do conhecimento. O trabalho coletivo está cada vez mais ganhando forças no nosso cotidiano, precisamos pensar em resolução de problemas coletivamente, para se chegar a melhores resultados.
Levy aponta que a inteligência coletiva tem a ver com software livre, blogs, TV digital e educação à distância e propõe que o uso da internet para a troca de conhecimento, seja cada vez mais presente no nosso dia a dia.

Lévy dá exemplos em seu livro, Ciberdemocracia, de sites governamentais que se aproveitam da facilidade de comunicação com a população para debater temas relevantes para toda a sociedade. O crescente uso de ferramentas que auxiliam o trabalho cooperativo, também demonstra uma convergência necessária para a inteligência coletiva.

Levy, afinal de contas, luta por uma sociedade mais democrática e inclusiva, na qual as identidades dos indivíduos são construídas no saber, permitindo assim o encaminhamento a uma real democratização da informação.


​LÉVY, P. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. 4.ed. São Paulo: Loyola, 2003.

segunda-feira, 18 de maio de 2015



Nasceu em 1956 em Túnis, capital da Tunísia. Em Paris, fez o mestrado de História das Ciências na Sorbonne e doutorado em Sociologia na EHESS, obtendo depois o PhD em Ciências da Informação e da Comunicação na Universidade de Grenoble. Lecionou na Universidade do Québec em Montreal, na Universidade Paris X-Nanterre e na Universidade de Paris VIII-Saint-Denis. Desde 2002  é professor e pesquisador da Universidade de Ottawa.
Considerado um filósofo da cultura virtual contemporânea, Pierre Lévy nasceu na Tunísia- França em 1956. 
Com formações em Linguística, História das ciências, Sociologia e Filosofia, o próprio autor se descreve em suas mais variadas inserções nestas áreas, colocando-se como um cidadão mundial.

Sou judeu (de nascimento e tradição espiritual), budista(por meditação), Tunisiano (de nascença e por uma parte de minha cultura musical, gastronômica, etc.), Francês (de língua e educação escolar), europeu (pelo ideal de uma entidade política supranacional pacifista e multicultural), quebequense (pela escolha de uma participação na América francófona “A francofonia é a região linguística descontínua e que corresponde à comunidade linguística que envolve todas as pessoas que têm em comum a língua francesa. Chamadas de "francófonas" ("francoparlantes" e "francofalantes" são grafias também aceitas), e, a partir dela, compartilham de aspectos culturais semelhantes.), canadense (imigrante ao Canadá, amante dos lagos e florestas), brasileiro(por gosto), filósofo (por vocação), professor (por ambientação), e assim sucessivamente”.

Desde o ano de 2002, é professor e pesquisador na Universidade de Otawa. No início, o tornar- se pesquisador, foi a partir da influência de Michel Serres e Cornelius Castoriadis. Com eles, Pierre passou a ter grande interesse em analisar e explicar as interações entre internet e sociedade, posteriormente desenvolvendo o conceito de rede juntamente com Michel Authier, conhecida como a árvore de conhecimento, a qual posteriormente tornou-se uma obra de fundamental importância para o nosso país.
A partir desse conceito, Pierre nos oferece uma contribuição no intuito de tornar possível uma verdadeira integração social, como forma de lutar contra a exclusão social e o analfabetismo.

Suas pesquisas tem o foco principalmente na área da Cibernética e da inteligência artificial, sendo assim um dos maiores estudiosos sobre a Internet e suas contribuições para a evolução da Sociedade, pois, considera a mesma, uma atual mídia informativa se comparada à outras, pelo fato de suas disposições na sociedade ainda não terem sido devidamente dimensionadas.

Suas pesquisas tem o foco principalmente na área da Cibernética e da inteligência artificial, sendo assim um dos maiores estudiosos sobre a Internet e suas contribuições para a evolução da Sociedade, pois, considera a mesma, uma atual mídia informativa se comparada à outras, pelo fato de suas disposições na sociedade ainda não terem sido devidamente dimensionadas.

Levy versa sobre diferentes temas dentro da Cultura virtual, tendo produzido importantes obras que o levaram a se tornar um autor mundialmente conhecido e reconhecido.

Seus primeiros escritos foi um capítulo sobre a invenção do computador, elaborado no curso de História da Ciência em 1989, descobrindo neste a sua vocação.

Posteriormente passou a escrever suas obras completas .

A primeira obra entitulada :” A Máquina Universo – criação, cognição e cultura informática ” em 1987. Neste livro, o autor aborda as implicações culturais da informatização e expõe suas origens na história do Ocidente.

O segundo livro, “As Tecnologias da Inteligência: o futuro do pensamento na era da informática” (1990), foi o resultado de sua experiência na América do Norte. Levy neste, descreve a consistência filosófica ao conceito de hipertexto, e apresenta o programa de "ecologia cognitiva. Esta é uma das obras mais famosas no Brasil.
Na década de 90, Lévy concretiza sua fama, ao divulgar sua tese sobre “As Árvores de Conhecimento”. Este seria um sistema composto por um software de cartografia e pelo intercâmbio de conhecimentos entre comunidades, gera uma ampla enciclopédia virtual em constante transformação.
O autor é muito ativo em suas produções, entrevistas, palestras entre outros. Fica claro que o autor propõe o repensar o papel do conhecimento/ informação/ comunicação na sociedade, abarcando a fundamental importância das tecnologias no âmbito da comunicação e a performance dos sistemas de signos na evolução da cultura e do homem.
Afirma sua posição frente a internet como um instrumento de grande valia ao desenvolvimento social. “ A internet é um instrumento de desenvolvimento social. Devemos lembrar que a escrita demorou pelo menos 3.000 anos para atingir o atual estágio, no qual todos sabem ler e escrever. A internet tem apenas 10 anos” – Essa foi uma de suas falas durante uma palestra no Brasil,  em 2.012, .
Em meios várias publicações, ressaltamos os conceitos marcantes no quais Lévy se embasa para difundir seus pensamentos: Inteligência Coletiva, Cibercultura/Ciberdemocracia/ Ciberespaço, Virtualização/Atualização, Ecossistema entre outros
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